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No dia 05 de dezembro, o Divina viveu uma daquelas noites que ficam guardadas na memória e no coração. O Auto de Natal Divino Natal: Uma história de esperança reuniu cerca de 300 pessoas da comunidade e envolveu mais de 100 participantes entre crianças, adolescentes, pessoas idosas, voluntários e co-elaboradores. Mais do que um espetáculo, foi um encontro de histórias, vínculos e fé vivida no cotidiano.

Construído ao longo do segundo semestre nas atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, o Auto de Natal nasceu. No palco, teatro, dança e canto se entrelaçaram de forma intercalada, conduzindo o público por uma narrativa sensível e profunda.

A história central foi inspirada em Artaban, o Quarto Rei Mago. Diferente dos outros reis, ele não chegou a Belém. Em sua jornada, carregava três pedras preciosas que seriam oferecidas ao Menino Jesus, mas escolheu parar sempre que alguém precisava de ajuda. Cada gesto de cuidado, cada vida socorrida, era um presente entregue. Ao final de sua caminhada, Artaban compreendeu que nunca esteve distante de Jesus. Ele o encontrou em cada pessoa amada, cuidada e libertada.

Entre as cenas do teatro, as apresentações de dança davam corpo e emoção à mensagem. A abertura ficou por conta das crianças da unidade CEIDM, com uma coreografia sobre a esperança, representando o Jubileu da Esperança. Dez pequenos bailarinos inauguraram a noite com leveza e significado. Ao longo do espetáculo, a equipe da unidade CISDIMI apresentou outras quatro danças, entre elas um dueto de Isac e Maria, que emocionou o público ao traduzir, em movimento, a confiança e a entrega que a história pedia.

O coral intergeracional também foi parte viva da narrativa. Crianças, adolescentes e pessoas idosas cantaram cinco canções, acompanhados pela Banda do Divina, formada por co-elaboradores que colocam seus dons em missão. As músicas surgiam entre uma cena e outra, costurando a história e reforçando a mensagem de que a esperança se constrói em comunidade.

Para quem estava na plateia, a emoção foi evidente. Dayane Nascimento Vieira, mãe da educanda Emanueli, da unidade CEIDM, resumiu o sentimento da noite: “O Natal do Divina foi emocionante do começo ao fim. As danças encantaram, a interação entre jovens e idosos foi linda de ver, e a peça me fez refletir sobre não me apegar aos bens materiais. Que privilégio estar presente”.

No palco, as transformações também foram profundas. Uma das participantes, ao encenar uma idosa ferida socorrida por Artaban, compartilhou que jamais imaginou viver algo assim. Estava triste, com medo de errar diante de tantas pessoas, mas encontrou no espetáculo um novo ânimo. “Me realizei. Artaban parou muitas vezes para ajudar as pessoas, e conhecer essa história foi muito especial”, relatou.

A força da narrativa também tocou as crianças. Ana Beatriz Paiva contou que se encantou com a bondade de Artaban e com as danças que surgiam ao longo da história. Para ela, tudo estava “tão lindo” que dava vontade de viver aquele Natal outra vez.

O Divino Natal se encerrou reafirmando que o maior presente não é ouro, nem pedra preciosa. É o amor vivido em cada gesto de cuidado. Porque, como a própria história nos lembra, tudo o que fazemos ao menor de nossos irmãos, é a Jesus que fazemos.

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